Para que serve o Telecentro?

O Telecentro é um espaço público com pontos de acesso a área mundial de computadores, instalados em áreas de exclusão social e voltado à democratização e o acesso à sociedade do conhecimento.

Com os objetivos de combater a desigualdade tecnológica, o analfabetismo digital e diminuir o alto índice de exclusão digital, o projeto Telecentro auxilia na capacitação profissional, na disseminação do uso do software livre, na revitalização de espaços comunitários e na produção de comunicação comunitária. Dessa forma, os Telecentros tornam-se referência na luta pela inclusão social, utilizando o espaço público para articular a comunidade, estreitando o diálogo com o Poder Público e mobilizando a população para ações de cárater social.

No Telecentro, o cidadão pode navegar na internet, ter um endereço de correio eletrônico, usar recursos modernos de informática para trabalho ou lazer e se inscrever em cursos de informática oferecidos gratuitamente, sempre capacitando os usuários na utilização de softwares livres. O Telecentro é também, um local público de geração de conhecimento e fortalecimento da cidadania.

As experiências de Telecentros devem ter como principal objetivo consolidar-se como a porta de entrada da comunidades à rede mundial de computadores e aos serviços e informações prestados aos cidadãos pelos governos municipais, estaduais e federal, incluir as pessoas das regiões de maior exclusão na luta pelos seus direitos e no exercício de seus saberes coletivos, na busca de suas necessidades e no desenvolvimento de habilidades e competências necessárias ao cotidiano em mudança.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Inclusão digital: o que é,e a quem se destina?


O termo “inclusão digital”, de tão usado, já se tornou um jargão. É comum ver empresas e governos falando em democratização do acesso e inclusão digital sem critérios e sem prestar atenção se a tal inclusão promove os efeitos desejados. O problema é que virou moda falar do assunto, ainda mais no Brasil, com tantas dificuldades – impostos, burocracia, educação – para facilitar o acesso aos computadores.
É que inclusão digital significa, antes de tudo, melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade com ajuda da tecnologia. A expressão nasceu do termo “digital divide”, que em inglês significa algo como “divisória digital”. Hoje, a depender do contexto, é comum ler expressões similares como democratização da informação, universalização da tecnologia e outras variantes parecidas e politicamente corretas.
Em termos concretos, incluir digitalmente não é apenas “alfabetizar” a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores. Como fazer isso? Não apenas ensinando o bê–á–bá do informatiquês, mas mostrando como ela pode ganhar dinheiro e melhorar de vida com ajuda daquele monstrengo de bits e bytes que de vez em quando trava.
O erro de interpretação é comum, porque muita gente acha que incluir digitalmente é colocar computadores na frente das pessoas e apenas ensiná–las a usar Windows e pacotes de escritório. A analogia errônea tende a irritar os especialistas e ajuda a propagar cenários surreais da chamada inclusão digital, como é o caso de comunidades ou escolas que recebem computadores novinhos em folha, mas que nunca são utilizados porque não há telefone para conectar à internet ou porque faltam professores qualificados para repassar o conhecimento necessário.

Entrevista de Paulo Rebêlo