Para que serve o Telecentro?

O Telecentro é um espaço público com pontos de acesso a área mundial de computadores, instalados em áreas de exclusão social e voltado à democratização e o acesso à sociedade do conhecimento.

Com os objetivos de combater a desigualdade tecnológica, o analfabetismo digital e diminuir o alto índice de exclusão digital, o projeto Telecentro auxilia na capacitação profissional, na disseminação do uso do software livre, na revitalização de espaços comunitários e na produção de comunicação comunitária. Dessa forma, os Telecentros tornam-se referência na luta pela inclusão social, utilizando o espaço público para articular a comunidade, estreitando o diálogo com o Poder Público e mobilizando a população para ações de cárater social.

No Telecentro, o cidadão pode navegar na internet, ter um endereço de correio eletrônico, usar recursos modernos de informática para trabalho ou lazer e se inscrever em cursos de informática oferecidos gratuitamente, sempre capacitando os usuários na utilização de softwares livres. O Telecentro é também, um local público de geração de conhecimento e fortalecimento da cidadania.

As experiências de Telecentros devem ter como principal objetivo consolidar-se como a porta de entrada da comunidades à rede mundial de computadores e aos serviços e informações prestados aos cidadãos pelos governos municipais, estaduais e federal, incluir as pessoas das regiões de maior exclusão na luta pelos seus direitos e no exercício de seus saberes coletivos, na busca de suas necessidades e no desenvolvimento de habilidades e competências necessárias ao cotidiano em mudança.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Pedrinhas 58 Anos !!!

Município de Pedrinhas
Fundação
25 de novembro de 1953
Não disponível

José Antônio Silva Alves(Zé de Bá) (PR)
(20092012)
Localização


Municípios limítrofes
Distância até a capital
89 km
Características geográficas
33,942 km²
8 821 hab. IBGE/2010
259,88 hab./km²
165 m
Indicadores
R$ 35 204,713 mil IBGE/2008[5]
R$ 4 073,21 IBGE/2008[5]

Pedrinhas é um município brasileiro do estado de Sergipe.

História
Pedrinhas desenvolveu-se após a linha de trem*
O município, que na verdade tem pedras grandes, surgiu com a construção do Engenho Pedrinhas
O nome da cidade de Pedrinhas, a 89 quilômetros de Aracaju, surgiu em decorrência do Engenho Pedrinhas, construído na segunda metade do século XIX em terras dos municípios de Arauá e Itabaianinha. O proprietário do engenho, Francisco Manoel de Goes, conhecido por Chico Perpétua, construiu também em 1876 uma casa para a reunião de uma feira livre. Nas proximidades da casa havia um grande cajueiro, e foi embaixo dele que os feirantes começaram a se reunir todos os domingos.
A feira começou a progredir, atraindo novos moradores que construíam suas casas, contribuindo para a formação do arraial que recebeu o nome de Pedrinhas. Hoje a feira da cidade é realizada às segundas, em outro local. O aposentado Luiz Dias Sobrinho, 83 anos, lembra da época em que a feira ainda acontecia aos domingos. “A feira era pequena, só matavam dois bois e tinha poucas frutas e verduras, mas era muito animada”.
Em 1893, Pedrinhas tinha cerca de 20 residências. Como havia um grande número de crianças, em 29 de novembro foi criada a primeira cadeira de ensino, que passou a funcionar no ano letivo seguinte. De acordo com a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, em 1911 foram colocados os trilhos da Ferrovia Federal Leste Brasileiro. Como a povoação já estava bem desenvolvida, foi feita também uma estação, fato que abriu melhores possibilidades de progresso.
Emancipação
O deputado Elias Leite apresentou à Assembleia Legislativa um projeto que, convertido na Lei nº 641, de 9 de outubro de 1913, determinou novos limites para o município de Arauá, e toda área da povoação Pedrinhas passou a pertencer a Itabaianinha.
Os trilhos da Leste Brasileiro foram os maiores responsáveis pelo desenvolvimento do povoado. Mas com o afastamento dos operários da construção da ferrovia para um local distante, o comércio de Pedrinhas passou a ter menos movimento.
A pecuária e a citricultura nascentes levaram Pedrinhas a atingir em 1953 a autonomia municipal.
A criação do município aconteceu através da Lei nº 525-A, de 25 de novembro de 1953, mas a instalação só aconteceu em 6 de fevereiro de 1955. O primeiro prefeito foi Otoniel Silveira Nascimento, e o presidente da Câmara de Vereadores, Francisco Costa e Silva.
Além da sede do município, Pedrinhas tem 17 povoados: Mutumbo de Cima, Mutumbo de Baixo, João Pinto, Bendó, Buenos Aires, Bela Vista, Caminhão, Barbosa, Areia, Mato Grosso, Baixão, Pau do Guiri, Tabuleiro, Mascarenhas, Siri, Nação e Domingos.
Pedras misteriosas de Pedrinhas
A professora Zilda Farias Lopes, 59 anos, lembra que na sua infância o lugar mais misterioso da cidade eram as grandes pedras da Fazenda Baixão. “Diziam que embaixo das pedras havia uma botija com tesouro. As pessoas iam com o objetivo de cavar, mas não tinham coragem. Certa vez, eu e algumas amigas fomos ao local e havia um monte de carvão. Então eu lembrei que minha avó dizia que botija encantada vira carvão e para voltar a ser tesouro, tínhamos que furar o dedo e deixar pingar sangue em cima”, diz ela.
Segundo Zilda, nenhuma delas queria se cortar, até que sua irmã Zaíra resolveu pegar um broche e furar o dedo. “Mas na hora, aconteceu uma ventania e a gente nem quis saber do tesouro. Saímos correndo. Minha mãe disse que era porque a gente não poderia se apoderar do que não era nosso”, lembra ela.
A professora diz que por várias vezes tentaram derrubar as pedras para que ninguém fosse mais ‘besbilhotar’ o local. “Já tentaram de tudo para quebrar os ganchinhos que seguram a pedra de cima, mas ninguém consegue”, afirma Zilda.
A fazenda Baixão tinha outra atração para a garotada: um casarão abandonado que pertencia ao coronel Francisco Teotônio que, segundo dizem os moradores da cidade, tinha até um porão com um tronco para ele maltratar os escravos. Zilda diz que dentro do casarão havia uma mesa, que era a diversão dela e das suas amigas. “Era uma mesa enorme, para 32 pessoas, com gavetas que cabiam uma menina. Uma amiga da gente entrava, nós fechávamos a gaveta e ela começava a cantar fingindo que era um rádio”, lembra Zilda. O casarão foi demolido e no local ainda existem as palmeiras imperiais que ficavam em frente à casa.


 Parabéns Pedrinhas pelos seus 58 Anos de Emancipada!!!